O Império (03)

IIl - A crise dinástica e o fim dos Han

O lmperador Wou teve o sucessor que es-
colheu. Este reinou sob a tutela de três regentes
designados por seu pai. O principal era um irmão
do general Ho K'iu-p'ing, chamado Ho Kouang.
Houve alguns distúrbios que foram logo reprimi-
dos, mas o imperador Tchao morreu muito jovem
(74). Ho Kouang fez subir ao trono um colateral
que logo depois foi deposto, com o apoio da auto-
ridade da imperatriz, viúva de Tchao, que era neta
de Ho Kouang, e do único dos dois regentes que
ainda vivia. Nomeou-se sucessor um neto (sem
dúvida suposto) do primeiro herdeiro do impera-
dor Wou (que ficou popular devido ao seu fim
trágico). Foi o imperador Siuan (73-49). Ele come-
teu o erro de não se casar com uma filha de Ho
Kouang. A imperatriz foi envenenada pela mulher
do regente, cuja filha entrou no harém. O impera-
dor já tinha um herdeiro de quem gostava. Ele
mandou exterminar toda a família Ho, que se tor-
nara muito poderosa, e nomeou imperatriz uma
concubina sem filhos. O reinado de seu filho, o
imperador Yuan (48-33) foi calmo. Mas sua mu-
lher, a imperatriz Wang, que viveu mais tempo do
que ele, morreu muito velha. O imperador Tch'eng
(32-7) nomeou, grande marechal, um de seus tios
maternos, cujos irmãos monopolizaram todos os
cargos. Um deles teve por filho Wang Mang que,
aos vinte e oito anos, tornou-se grande favorito.
A imperatriz foi ainda escolhida na família Wang.
O imperador Tch'eng, não tendo filhos, adotou seu
sobrinho, cuja mãe legal pertencia à família Fou.
Os Wang manejaram, inicialmente, a rainha Fou.
Esta, que era hábil, quis possuir todo o poder de
uma rainha viúva. Sob o reinado de Ngai (7-1), os
Fou trabalharam para eliminar os Wang. Mas
quando Ngai morreu, a mais velha das rainhas viú-
vas, a imperatriz Wang (viúva de Yuan) manifes-
tou sua autoridade suprema. Todo o poder passou
para Wang Mang. Este fez casar sua filha com o
imperador Q'ing (1 a.C.-5 d.C.). Ele tomou o cuida-
do de levar em conta a mãe do soberano e sua
família. Ele lhes deu feudos, afastando-as da cor-
te. Tomou ainda a precaução de distribuir mais de
cem feudos a membros da família imperial. Em
5, como o imperador estivesse doente (envene-
nado, diz a história), Wang Mang pediu aos deuses
que o fizessem morrer em lugar de seu soberano.
Assim havia feito, outrora, Tcheou-kong, ministro-
fundador da dinastia Tcheou e grande patrono da
escola ritualista de Lou. O imperador, no entanto,
morreu. A filha de Wang Mang (ela tinha doze
anos, tornou-se rainha viúva. Uma criança de dois
anos foi nomeada sucessora. Os prodígios mos-
traram, então, que Wang Mang tinha nele a mes-
ma Virtude de Kao-tsou, fundador dos Han. Estes
haviam reinado em virtude da Terra e escolhido
o amarelo como cor dinástica. Kao-tsou, entretan-
to, nascera de um dragão vermelho. O Soberano
Vermelho trouxe a Wang Mang um cofre misterio-
so. Wang Mang proclamou-se imperador (9 d.C.).
O império não tem outro fundamento a não
ser a Virtude própria a uma dinastia. Fora do im-
perador, o Estado não é nada. Para governar, o
soberano precisa de apoio. Se ele o procura em
sua própria família e pratica a política de apaná-
gios, o império tende a ser uma federação de do-
mínios aparentados. Um soberano que quer for-
talecer o poder central deve procurar enfraquecer
seus próprios parentes e, antes de tudo, afastá-
los da corte. Esses parentes, em cada sucessão,
poderiam ser adversários perigosos. Um herdeiro
designado, se agrupa um partido em seu redor,
torna-se um rival do soberano. Também, mais fre-
qüentemente, escolhe-se uma criança de pouca
idade para herdeira. Para lhe assegurar a suces-
são, é preciso então, agrupar em seu redor um
partido de adeptos, fornecido pela família de sua
mãe. Ora, velhos princípios de direito doméstico,
favoráveis aos interesses maternos, permitem às
mães casar seus filhos em sua própria família.
Uma dinastia de rainhas viúvas tende, assim, a
se opor à dinastia imperial. A parentela dessas
rainhas viúvas forma um partido poderoso que se
opõe ao partido dos parentes imperiais. Isto resul-
taria num certo equilíbrio se a sucessão não se
acompanhasse de um período de tutela. Quan-
do as tutelas são longas e freqüentes (este resul-
tado pode ser obtido pelo assassínio ou pela esco-
lha de herdeiros com a saúde fraca), a família
materna fornece regentes que são poderosíssi-
mos. Eles podem se contentar em reinar de fato,
fundando uma dinastia de mordomos-mores, mas
eles têm todas as facilidades para usurpar. Para
ter êxito, é necessário que eles desmembrem no-
vamente o império, em benefício de suas próprias
famílias e de seus protegidos. O império perma-
nece desmembrado, se eles são derrotados por
uma coalizão dos príncipes apanagiados da famí-
lia imperial.

Wang Mang reinou quatorze anos (9-23).
Ele foi destronado por uma coalizão de príncipes
aparentados com os primeiros Han. Um deles con-
seguiu fundar a dinastia dos segundos Han (ou
Han orientais: eles transportaram sua capital para
Ho-nan). Esta dinastia durou de 25 a 220. Seu fun-
dador, o imperador Kouang-wou, teve que distrl-
buir trezentos e sessenta e cinco apanágios (tan-
tos quantos os dias). Pelo menos estabeleceu o
princípio de que não haveria mais reis, apenas
duques e marqueses. As primeiras sucessões fo-
ram pacíficas, entretanto, em 67 e 71, foi preciso
reprimir revoltas de príncipes de sangue. Em 77,
a família de uma imperatriz tentou tomar a auto-
ridade. A família de uma outra imperatriz conse-
guiu destruí-la. Uma primeira regência foi exerci-
da pelos Teou (89-92). Depois aparece a família
Teng. A imperatriz Teng governa um ano (106),
sob o reinado do imperador Chang que sobe ao
trono com cem dias de idade; ela governa ainda
sob o do imperador Nan (107-125), que, quando
subiu ao trono, tinha doze anos. Ela morre em
121. Sua família é exterminada. A imperatriz Yen,
mulher de Nan, tenta, com a morte de seu marido,
fazèr proclamar uma criança de pouca idade. Esta
morre logo depois e um outro partido arrebata o
poder. Sobe então ao trono o imperador Chouen
(126-144) que nomeia imperatriz uma mulher da
família Leang. O irmão desta torna-se grande ma-
rechal. O irmão e a irmã governam sob o reinado
de Tch'ong, que tinha dois anos e que morreu no
ano 145, depois sob o de Tch'e. Este também era
criança, mas era mais velho: foi envenenado. O
imperador Houan foi então nomeado: ele perten-
cia à família dos Han mas tinha desposado uma
Leang, irmã mais moça da rainha viúva. Esta não
teve filhos: as mulheres do harém abortaram ou
então seus filhos morreram pequenos. Assim que
a rainha viúva morreu, o imperador afastou a irmã
desta e conseguiu, com a ajuda de um eunuco,
mandar assassinar o irmão. Ele reinou vinte anos
(147-167). Por ocasião de sua morte, nova regên-
cia. A imperatriz viúva Teou nomeou seu pai gran-
de marechal. Este entra em luta com os eunucos
do palácio, nos quais se apóia o imperador Ling
(168-189). O pai da rainha viúva foi vencido e se
suicidou; a rainha viúva foi presa e todos seus
parentes exilados. Em 189, uma outra imperatriz
torna-se regente e seu irmão grande marechal.
Sua família procura se estabelecer no palácio: a
irmã da rainha viúva é dada em casamento não ao
herdeiro do império mas ao filho (adotivo) de um
dos eunucos principais. O grande marechal tenta
então retomar a luta contra as pessoas do palá-
cio. Os eunucos venceram. O marechal é assassi-
nado, sua irmã degredada e o pequeno imperador
destronado. Começa então o reinado do último
imperador Han, o imperador Hien (190-220). Ele
só reinou de nome. Desde 184, a rebelião dos Tur-
bantes amarelos tumultuava o império. Havia ain-
da intrigas de palácio. Não havia mais governo.
No momento em que, recusando o apoio de um
grupo reunido em redor de sua família paterna ou
materna, o imperador quer ser o senhor em seu
palácio, ele não é mais do que um brinquedo das
pessoas do palácio. Ele não é mais nada e o Esta-
do dissolve-se.

A revolta dos Turbantes amarelos propor-
cionou a queda dos segundos Han. A dos Sobran-
celhas vermelhas, no início da era cristã, provo.
cou a queda de Wang Mang, cujo reinado não foi
mais do que o prolongamento da dinastia dos pri-
meiros Han. - A velha idéia de que o príncipe é
responsável pela ordem das estações e pela pros-
peridade do país continuava válida para o impe-
rador. No país vasto e variado que se tornara a
China dos Han, há sempre um cantão atingido
pela inundação ou pela seca. Assim que o con-
trole imperial afrouxa e que o governo não provê
mais o abastecimento local, forma-se um grupo
de revoltados. Quando não se é capaz de arregi-
mentá-lo para lutar contra os Bárbaros ou para
trabalhar em grandes obras públicas, ele se anima
logo de sentimentos antidinásticos ou se liga a
algum aventureiro. A rebelião dos Sobrancelhas
vermelhas e a dos Turbantes amarelos foram os
resultados de uma crise agrária devida ao desen-
volvimento dos grandes domínios. Os economis-
tas a serviço do imperador Wou haviam sentido
o perigo e procurado contê-lo, proibindo a colo-
cação das fortunas adquiridas na indústria ou no
comércio em bens de raiz. Mas, sob o mesmo
reinado, os moralistas dominaram os técnicos. O
erudito Tong Tchong-chou, que patrocinou o estu-
do dos Anais de Lou, redigidos por Confúcio,
como o único meio de formar homens de Estado,
convidou o senhor a retomar os velhos usos.
Aconselhou a restauração do sistema da posse
(sistema tsing) e do dízimo: da concessão da pro-
priedade plena não podiam sair senão o açambar-
camento das terras.e a multiplicação dos escra-
vos. Estes males tinham se tornado graves no fim
dos primeiros Han. Propôs-se, sob o reinado do
imperador Ngai (6-1), determinar para cada classe
social um número máximo de escravos e uma ex-
tensão máxima de domínios. Wang Mang que,
como usurpador, queria renovar, usando os pro-
cessos antigos, proibiu, em 9 d.C., o comércio de
terras e de escravos. Ele reivindicou para o im-
perador um direito eminente de propriedade: "Os
campos de todo o império receberão doravante o
nome de campos reais e os escravos o de subor-
dinados particulares." Todo bem, sendo possuído
a título de posse, não podia ser alienado. A or-
denança teve que ser revogada três anos depois.
Wang Mang havia tentado completá-la com um
sistema de controle de preços, em que retomava
uma idéia dos conselheiros do imperador Wou,
mas cujo caráter estatal achava-se nitidamente
determinado: os preços não deviam resultar de
um jogo de compensações econômicas, mas da
taxação decidida ex-oficio, pelos funcionários.
Não há nenhuma evidência que os éditos de Wang
Mang tenham sido aplicados de alguma maneira.
Em 3 a.C., uma grande seca determinou um
vasto movimento popular que nasceu em Chang.
tong. Multidões errantes percorriam o país, can-
tando e dançando para propiciar a Si-wang-mou
(a Rainha-mãe do Ocidente; era uma divindade da
peste: ela se tornou a mais popular das divinda.
des do Taoísmo organizado como religião) (283). A
agitação foi sufocada bem depressa. Mas as pre-
visões e as descobertas maravilhosas necessa-
rias para dar crédito a Wang Mang mantiveram
um estado de agitação. Em 11, o rio Amarelo rom-
peu seu dique, devastando as planícies de Tche-li
e de Chan-tong. Em 14, houve, no norte, uma fome
tão grande que as pessoas devoraram-se umas
às outras; depois as faltas de alimentos sucede-
ram-se, de ano em ano. Apareceram, então (ainda
em Chan-tong), os Sobrancelhas vermelhas, ban-
dos de assaltantes que venceram os exércitos de
Wang Mang e que derrotaram ou incorporaram
alguns príncipes do sangue dos Han. Uma dinas-
tia foi derrubada. Uma outra dinastia foi fundada.
Ela pereceu em condições análogas, embora a re-
volta dos Turbantes amarelos tivesse seu ponto
de partida em Sseu-tch'ouan. Sseu-tch'ouan e
Chan-tong eram províncias com tendências muito
particularistas. Nelas originaram-se as primeiras
grandes seitas taoístas. A rebelião dos Turbantes
amarelos foi, a uma só vez, uma revolta popular
e um movimento sectário. Ela foi reprimida por
oficiais. Mas um deles, tomando a bacia do rio
Azul, ali fundou a dinastia Wou, cuja capital foi
colocada na região de Nanquim. Um segundo, que
pertencia à família dos Han, tornou-se senhor de
Sseu-tch'ouan. Um terceiro contentou-se com um
poder de fato, mas seu filho, em 220, depondo o
imperador Hien, fundou a dinastia Wei: ela rece-
beu em partilha toda a velha China do rio Ama-
relo, mais a bacia do Houai. O império estava
dividido em três reinos.

A obra de colonização sofreu menos do
que se poderia acreditar com as crises do gover-
no interno. Certamente, a pressão dos Tibetanos
tomou, às vezes (em 42 a.C., por exemplo) uma
violência inquietante e, freqüentemente, os
Hiong-nou, apesar de suas divisões, conseguiram
ameaçar a estrada de Altai: eles ocuparam Tour-
fan, de 64 a 60. Mas em 60, os Chineses, depois
de uma bela incursão, puderam estabelecer em
Koutcha seu principal posto militar. Em 49, os
Hiong-nou cindiram-se em dois grupos. Um ata-
que ousado e bem sucedido (em 35) contra o grupo
mais distante (estabelecido nos arredores de
Balkach) decidiu o grupo sul-ocidental, o único
que estava em contato com a China, a vir render
homenagem (33) e pedir aliança. O governo teve
pouca influência nesses acontecimentos. Estes
sempre se deveram ao espírito de iniciativa e de
aventura que animava os chefes dos postos mi-
litares. O que se pode sentir tentado de chamar
a política externa da China é, neste período, obra
de um corpo de oficiais possuindo, em alto grau,
o espírito colonial. Eles agem sem perder tempo
em julgar e sabem, em caso de necessidade, en-
contrar desculpas para justificar seus êxitos. É a
este mesmo corpo de oficiais que se deve a reedi-
ficação do poderio chinês depois da crise dinás-
tica que se produziu no início da era cristã. Sub-
missão de Tonquim (42 d.C.) e de Hai-nan, disso.
lução da confederação poderosa formada pelos
Man de Hou-nan (49), pacificação do nordeste
graças ao emprego de tribos Sien-pi, contrárias
aos Hiong-nou, todas essas belas operações de
política e de guerra foram levadas a cabo devido
a iniciativas pessoais e a uma insubordinação in-
teligente. A conquista de Tarim, que é a grande
glória dos segundos Han, foi feita por alguns
homens (o mais célebre é Pan Tch'ao) ousados.
Eles procediam por meio de ataques temerários,
sem apoio nem controle, à frente de alguns
homens valentes, mas fortalecidos com todo o
prestígio do nome chinês. De 73 a 102, Pan
Tch'ao(284), tomando Khotan, Kachgar, Yarkand,
Karachar, repelia os Hiong-nou no Gobi e os Yue-
tche para além dos Pamirs, enquanto que Teou
Hien rechaçava ao norte de Borkoul, os Hiong-nou
setentrionais (em 89). Todas as estradas, norte e sul,
da seda, passavam, assim, sob o controle chinês,
e, além dos desertos da Ásia central, estabele-
cera-se um contato estreito com a civilização
tokhariana. Tokharianos e Yue-tche mantinham li-
gações com a Índia, e também com o Ociden-
te (285).

Os Chineses, por outro lado, senhores de
Annam e de suas costas, podiam receber por via
marítima, ao mesmo tempo que a influência in-
diana, influências mais distantes. A história afir-
ma que Pan Tch'ao concebeu a idéia de entrar em
relações com os Romanos (em 97) e que, na segun-
da metade do século 11, mercadores apresenta-
ram-se, como embaixadores de Roma, nos portos
do sul do império. Tanto pelo sudeste como pelo
leste, idéias e conhecimentos novos penetraram
então na China. O budismo instala-se pelo menos
desde o início do século 1, desenvolvendo-se du-
rante o período dos Três Reinos. A civilização
chinesa complica-se no momento em que o impé-
rio se divide.

Com a queda dos Han, a China entra numa
era de desmembramento político. Os Tsin (265-
419) só conseguem estabelecer uma unidade no-
minal por um tempo bastante curto. Desde o iní-
cio do século IV, os Bárbaros penetram no interior
das fronteiras. Eles fundam reinos instáveis na
China do norte e do oeste. Os Tsin conservam
apenas a bacia do rio Azul e a do Si kiang. O es-
facelamento atinge o máximo no fim do século IV
e no início do século V. É apenas no século VII,
e para lutar contra os Tou-kioue (Turcos), que o
lmpério se reconstitui, erguido pelos Souei (589-
617), aos quais os T'ang sucedem (620-907). A
política com grandes desígnios, voltada para a
estepe, para a montanha e para o mar, é retoma-
da imediatamente. Desde 609, Tarim, Tsai-dam,
Tonquim entram para o império. Este se estende
por um momento, até a Dsungária e até o Indus.
Enriquecida pela contribuição de conhecimentos
trazidos pelo budismo, pelo maniqueísmo, pelo
nestorianismo e outras correntes religiosas, a ci-
vilização chinesa desabrochou-se de novo na Chi-
na, com mais sincretismo do que no tempo dos
Han e, no entanto, tendendo ainda mais a se ligar
ao passado. Depois de um novo período de esfa-
celamento (907-960), a China orienta-se, definiti-
vamente, sob os Song (960-1279), para um sincre-
tismo de espírito tradicionalista. Depois que se
formou a nação chinesa e que se criou o ideal de
uma unidade imperial, com os Ts'in e os Han, é
no orgulho que lhes inspiram seu culto e suas
tradições que os Chineses encontraram, em oca-
siões favoráveis, a força de surgir como uma na-
ção ou mesmo de desempenhar o papel de uma
grande potência. Mais do que a história de um
Estado, ou mesmo de um povo, a história da China
é a de uma civilização ou, antes, a de uma tradi-
ção de cultura. Seu interesse principal, se pode
ser escrito com alguma precisão, seria, talvez,
mostrar como a idéia de civilização pôde, numa
história tão longa, realçar, de maneira quase con-
tínua, a idéia de Estado.

Nenhum comentário: