As Três Dinastias Reais

A história das Três Dinastias baseia-
se no Chou king (completado pelo
Che king, Livro clássico da Poesia)
e no Anais sobre bambu.
A Chouen, último Soberano, suce-
deu Yu, fundador da dinastia dos
Hia. Quando os Hia se perverteram, os Yin (ou
Chang ou Yin-chang) destruíram-os, substituindo-
os. Os Tcheou, enfim, eliminaram os Yin quando
estes se tornaram prejudiciais.

O poder de toda a dinastia resulta de uma
Virtude (Tô) ou de um Prestígio (Tô ou Tô-yin) que
passa por uma época de plenitude (tcheng ou
cheng), declina (ngai) e, depois de uma ressurrei-
ção (hing) efêmera, esgota-se e se extingue (mie).
A dinastia deve, então, ser extinta (mie), supri-
mida (tsiue ou mie-tsiue: exterminada), pois ela
não tem mais o Céu a seu favor (pou T'ien): o
Céu (T'ien) cessa de tratar seus reis como filhos
(tseu). Uma família só pode fornecer Reis, Filhos
do Céu (T'ien tseu) à China durante o período em
que o Céu lhe outorga uma investidura (ming).
Esta investidura, este mandato celeste, é sempre
temporário. O Céu é inconstante, inexorável. Sua
proteção desaparece, ela se gasta. A Grande Fe-
licidade (ta fou) não vem duas vezes. Toda dinas-
tia que conserva o poder quando sua época ter-
minou, não possui mais do que uma autoridade
de fato. De direito, ela é usurpadora. Os fundado-
res da dinastia, cujo tempo chegou, cumprem
uma missão celeste, suprimindo a Dinastia pres-
crita, que se tornou maléfica. Eles são os minis-
tros de um castigo divino: sua vitória é a prova
de que o Céu lhes confiou seu mandato (ming).
O mandato celeste que autoriza a reinar é
fruto dos méritos (kong) de um grande Ancestral.
Os grandes Ancestrais das Três Dinastias reais
(San Wang) foram todos ministros de Chouen.
Foi sob o último e o mais sábio dos Soberanos
que, ilustrando-se no comando de uma província
do mundo, eles adquiriram para sua linhagem uma
Virtude característica. Yu, que fundou o poder dos
Hia, foi Sseu-kong (chefe dos trabalhos públicos);
Sie e K'i, ancestrais dos Yin e dos Tcheou, foram:
um, diretor do povo, e o outro, preposto na agri-
cultura. Além disto, Yu, Sie e K'i são os descen-
dentes na quinta geração (origem incluída) do
primeiro dos Soberanos: Houang-ti. (Na quinta
geração, os ramos colaterais destacam-se, for-
mando ramificações distintas.) Enfim, o nascimen-
to de cada um dos três Ancestrais dinásticos foi
miraculoso. Eles nasceram de obras celestes. To-
das as dinastias de Reis, Filhos do Céu, remon-
tam, assim, a um filho do Céu (21).

Desde o princípio do século Vlll, a história
atribui aos Tcheou uma existência decadente que
só termina no século lll a.C. Os Tcheou apenas
sobreviveram a seu poder. Nada o manifesta, des-
de que se inicia o período histórico caracterizado
por uma cronologia. O rei P'ing, sob o qual a cro-
nologia começa, teve que abandonar sua capital
e, a respeito do rei Yeou, seu pai, que morreu
num desastre, afirmou-se que "os Tcheou esta-
vam perdidos ". Sua virtude estava extinta. Os de-
sastres da natureza provaram-no. Produziram-se
desordens semelhantes no fim dos Hia, como no
fim dos Yin. Os últimos soberanos de uma linha-
gem são, essencialmente, tiranos e rebeldes. Ce-
gos de orgulho, eles agem por conta própria, em
vez de se sujeitarem à Virtude que é idêntica à
Ordem natural (Tao). Eles não cumprem mais o
mandato do Céu. O Céu abandona-os, pois já não
pode tratá-los como Filhos dedicados.

A Virtude real é obtida pela obediência às
ordens celestes. Ela se destrói pelo orgulho que
é próprio dos tiranos. A história das Três Dinas-
tias não é mais do que uma ilustração tríplice
desse princípio. Ela é descrita sob a forma de
anais: estes só contêm narrativas mais amplas
para os períodos de fundação e de queda. Para
as épocas intermediárias, salvo nos momentos
em que se produz uma ressurreição fugaz do po-
der real, os anais reduzem-se a uma simples lista
de reinados. A história pretende mostrar os prin-
cípios da grandeza e da decadência das casas
reais. Sua tarefa está cumprida quando revela a
virtude gloriosa dos Reis-fundadores e o gênio
funesto dos Reis de perdição.

l - Os Hia

Yu, o Grande, fundador dos Hia, tem todos
os traços de um Soberano; e mesmo, nenhum
Soberano assemelha-se tanto com um demiurgo
quanto este criador da Realeza. Em sua honra, a
história incorpora pedaços de um poema, no qual
ele surge pondo em ordem os Pântanos sagrados,
os Montes veneráveis e levando os Rios ao mar,
"como senhores que se dirigem a reuniões da
corte". O mundo, depois que ficou ordenado, pôde
ser cultivado. O povo pôde comer carne fresca,
arroz, painço. A terra foi salva das águas, graças
aos trabalhos de Yu. Mas estes foram - nenhum
historiador duvida - trabalhos puramente huma-
nos. Eles só reclamavam uma quantidade espe-
cial de virtudes cívicas. Yu "era ativo, serviçal,
capaz, diligente... limitava seus trajes e seu ali-
mento, mas mostrava um respeito extremo pelas
forças divinas; tinha uma morada humilde, mas
fazia grandes despesas com as valas e os ca-
nais"(22).

Nele havia uma Virtude capaz de unificar
o império. "Sua voz era o padrão dos sons, seu
corpo, o padrão das medidas de comprimento."
Ele pôde, então, determinar os Números que ser-
vem para regrar o Tempo e o Espaço, assim como
a Música que cria a harmonia universal. Ele fixou
os tributos, "colocou em ordem perfeita os seis
domínios da Natureza" e alojou em lugares con-
venientes os Chineses e os Bárbaros, de modo
que o império conheceu a Grande Paz. Como era
justo, ele percorreu os Quatro Orientes, a fim de
marcar os limites do Mundo e da China. Todos
os seus trabalhos, ele os executou como ministro
de Chouen. Depois, ele foi apresentado ao Céu
por este último. Quando ele sucedeu a Chouen,
da mesma maneira que Chouen sucedeu a Yao,
Yu, o Grande, só teve que reinar. Seu papel então,
como o de todo Soberano, foi apresentar um mi-
nistro ao Céu. Ele apresentou Kao-yao, depois,
com a morte deste, Yi (ou Po-yi), que às vezes
é descrito como filho de Kao-yao. Yu morreu. Mas
os senhores, deixando Yi, vieram prestar home-
nagem a K'i, dizendo: " Nosso príncipe, é K'i, filho
de Yu, o Soberano." Foi assim estabelecido o
princípio da hereditariedade dinástica e fundada
a casa real dos Hia (23).

A Yu, rei civilizador, sucedeu K'i, rei guer-
reiro. A história só conhece uma vitória em seu
reinado. Graças a ela, K'i consolidou a obra políti-
ca de seu pai. Antes de chegar em Kie o último
dos Hia, o único feito registrado um pouco mais
longamente relaciona-se com um casal de dragões
que o Céu enviou ao rei K'ong-kia. O rei comeu a
fêmea. Alguns vêem na oferta celeste dos dra-
gões uma confirmação da Virtude real: eles fazem
de K'ong-kia um sábio que se sujeitava, em tudo,
à vontade do Céu. Outros, em vez de colocar sob
seu reinado uma ressurreição do gênio dinástico,
vêem nele um afeiçoado pela magia. Este provo-
cador de desordens "perverteu a Virtude dos
Hia" (24).

Kie acabou de aniquilar esta Virtude. Kie
não era um soberano incapaz: era um tirano. Ele
alcançou vitórias excessivas. "Ele aterrorizou as
Cem Famílias." Ele amou o luxo. Ele se entregou
a orgias com as cativas trazidas em suas expe-
dições, matou os vassalos que o censuravam, li-
vrou-se de sua esposa principal e prendeu numa
torre o mais virtuoso de seus feudatários. As
estrelas caíram do Céu, a Terra tremeu, o rio Yi
secou. Dois Sóis, enfim, apareceram juntos. Um,
no poente, representava o rei dos Hia em seu
declínio. O outro, no nascente representava T'ang,
esse feudatário que Kie, depois de ter prendido,
precisou soltar. Assim que foi libertado, T'ang re-
cebeu os senhores que lhe traziam suas home-
nagens, os vassalos do tirano que se refugiaram
perto dele, e, entre eles, o analista dos Hia. Então
T'ang (esse Sol nascente) pôs seu exército em
movimento, tendo o cuidado de fazê-lo marchar
do Leste para o Oeste. Kie, em seu orgulho, tinha
dito: "Esse Sol, no dia em que ele morrer, pere-
ceremos todos." Ele foi derrotado e este foi o
fim da dinastia(25).

II - Os Yin

T'ang, o Vitorioso, fundador dos Yin, des-
cendia do primeiro Soberano e, também, de Sie,
filho do Céu'e de uma virgem-mãe, que se ilustrou
como ministro de Chouen. Entre seus ancestrais,
estava Ming (Hiuan-ming), que regulou o curso do
rio e se afogou em suas águas. "Sua Virtude es-
tendia-se até os pássaros e os quadrúpedes."
Obedecendo aos desejos do Céu, só queria pren-
der em suas redes os animais " que tivessem mui-
ta vida". Ele também atraía os Sábios. Ele conse-
guiu ter um ministro como Yi Yin, que conhecia os
alimentos próprios para um soberano e sabia dis-
correr sobre as Virtudes reais. T'ang começou pu-
nindo o conde de K'o, "que não fazia sacrifícios",
depois Kouen-wou, que promovia distúrbios. Ele
tomou armas contra os Hia pelo único motivo de
que estes não tinham nenhum amor por seu povo.
"Temendo o Soberano do Alto, ele não ousava
deixar de castigar Kie... que o Céu ordenava que
fosse morto." Sua vitória serviu para "pacificar
o Interior dos Mares". "Ele mudou o mês inicial
e o primeiro dia", proclamou suas ordens para a
primavera nos territórios do Leste(26).
O reinado de T'ang é despojado de fatos.
O de seus sucessores imediatos não tem outro
interesse, senão o papel desempenhado, na su-
cessão ao trono, por Yi Yin, o ministro de T'ang.
A sucessão estabeleceu-se, definitivamente, de
pai para filho. Desde então, os anais reduzem-se
a uma lista de reinados, relatando apenas, ao lado
de várias mudanças de capital, um pequeno núme-
ro de fatos notáveis. Foi assim que apareceram,
sob T'ai-meou, duas amoreiras maravilhosas, e,
sob Wou-ting, um faisão. Esses milagres provoca-
ram uma reforma de conduta no rei e uma reno-
vação da Virtude da dinastia. Esta quase terminou
com Wou-yi que atirou flechas em um odre cheio
de sangue. Ele pretendia atirar no Céu. Um tro-
vão ressoou: Wou-yi, atingido pelos fogos celes-
tes, caiu fulminado(27).

Os Yin extinguiram-se com Cheou-sin, que
também teria atirado contra o Céu e que ardeu
com seus tesouros e com suas mulheres. Cheou-
sin foi o mais odioso dos tiranos. Pecava pelo
excesso de talento e por sua ambição. "Sua força
era sobre-humana. Com a mão, ele derrubava ani-
mais furiosos. Seu saber permitia-lhe contradizer
as admoestações... Ele intimidava seus oficiais
com sua capacidade. Ele se elevou muito no lm-
pério com sua fama e fez com que todos ficassem
na sua dependência." (28) Ele alcançou vitórias funes-
tas. Ele amava as harmonias e as danças lascivas,
entregava-se às mulheres, teve uma cativa como
favorita, fez executar os que o censuravam e ma-
tou sua esposa principal. Ele inventou o suplício
da trave ardente; prendeu numa torre o Chefe
do Oeste, príncipe dos Tcheou, que era o mais
virtuoso de seus vassalos. A montanha Yao des-
moronou. Uma mulher virou homem. Dois Sóis
mostraram-se simultaneamente. O Chefe do Oes-
te, assim que foi libertado por Cheou-sin, recebeu
a homenagem dos senhores. O analista dos Yin
refugiou-se a seu lado; e também o grande Pre-
ceptor e seu auxiliar vieram trazer aos Tcheou
os instrumentos de música do tirano. Os Tcheou
reuniram, enfim, seus exércitos e atacaram os
Yin (29).

III - Os Tcheou

Os Tcheou descendiam de Houang-ti e de
K'i, filho do Céu e de uma virgem-mãe, que havia
conquistado méritos sob o reinado de Chouen, em
que foi ministro da Agricultura e Príncipe das Co-
lheitas. A vitória dos Tcheou foi assegurada, em
dois tempos, pelos reis Wen e Wou. O primeiro
tinha um talento civilizador (wen), o segundo, um
gênio guerreiro (wou). O rei Wen, que inicialmen-
te usou o título de Chefe do Oeste, não pensou
em se vingar de Cheou-sin que o havia prendido.
Ao contrário, ele sacrificou uma parte de seus
domínios para que fosse suprimido o odioso su-
plício da trave. "Ele fez o bem em segredo."'Em
seu domínio, sob a influência de seu gênio mo-
derador, desapareceu toda contestação; "os la-
vradores, no que se refere aos limites dos cam-
pos, cediam-nos uns para os outros e todos os
cediam aos anciãos". Os senhores reconheceram
nisto o sinal de um mandato celeste. O Chefe do
Oeste atraía os Sábios. Uma vez em que foi caçar,
não foi um animal que prendeu em suas redes:
ele trouxe um Santo capaz de "auxiliar um Rei
soberano". Este Sábio, por seus discursos, ensi-
nou-lhe o meio "de atrair sua Virtude e de derru-
bar os Yin". Ele só tomou armas para punir os
Bárbaros e os culpados, tais como o povo de Mi-
siu. Resolveu, depois, assumir o título de Rei. En-
tão, "mudou as regras e as medidas e determinou
o primeiro dia do primeiro mês" (30).

Seu filho, o rei guerreiro, teve apenas que
realizar a vitória material. Ele se armou somente
para "executar respeitosamente o castigo celes-
te" e porque Cheou-sin "exercia sua crueldade
nas Cem Famílias". Logo que se tornou vencedor,
"licenciou suas tropas e percorreu os feudos".
O reinado de seu sucessor, o rei Tch'eng, teve co-
mo principal interesse o papel desempenhado, na
transmissão do poder, pelo duque de Tcheou, que
era seu tio e também seu ministro. Outros tios do
rei revoltaram-se, auxiliados pelos últimos parti-
dários dos Yin. Eles foram derrotados e, finalmen-
te, a dinastia estabeleceu-se com o princípio da
sucessão de pai para filho. Embora estejamos
mais próximos dos tempos dos anais datados, os
reinados dos sucessores imediatos do rei Tch'eng
são quase tão desprovidos de fatos quanto os dos
soberanos Yin ou Hia. Sabe-se apenas que o rei
Tchao morreu obscuramente: "A virtude real
(wang tao) tinha declinado (31)."

Ela retomou sua força com o rei Mou, filho
de Tchao. Para dizer a verdade, o rei Mou teve
um nascimento miraculoso. Era um herói. Ele foi
cantado pelos poetas, como seu ancestral, o rei
Wen. Ele é ainda protagonista de um romance de
aventuras e um dos personagens favoritos dos
narradores de caminhadas extáticas. Ele ficou cé-
lebre, sobretudo, por uma grande viagem que fez
no Extremo Ocidente. Esta viagem surge, na tra-
dição literária, ora como uma caminhada extática,
ora como uma série de peregrinações a diversos
Lugares Santos. A tradição histórica apresenta-a
como uma expedição militar, condenando-a por
isto. Ela repreende longamente um vassalo sábio.
Seu tema é que não se deve tentar castigar pelas
armas os vassalos ou os Bárbaros que não tra-
zem seu tributo para os sacrifícios reais. O único
remédio, neste caso, não é enviar o povo (o exér-
cito) para sofrer em regiões longínquas, mas
"exercer sua Virtude". O rei Mou, afirma a histó-
ria, como moral, não teve, na verdade, nenhum
êxito, e só trouxe de sua expedição contra os
Jong do Oeste quatro lobos e quatro veados bran-
cos. Desde então, os vassalos das regiões deser-
tas deixaram de aparecer na corte. Atribui-se ain-
da ao rei Mou a promulgação de um Código Penal.
Ele teve que promulgá-lo porque, "entre os se-
nhores, havia alguns que não mantinham a con-
córdia " (32).

Insuficiente no rei Mou, a Virtude é ainda
menor em seus sucessores. Contra eles, "os poe-
tas fizeram sátiras". A decadência agravou-se no
tempo do rei Li, bastante estúpido para açambar-
car riquezas, enquanto que "um rei deve distri-
buir a fortuna e reparti-la no alto como embaixo,
de modo que, entre os deuses, os homens e todos
os seres, cada um atinja o mais alto grau". Li
empregou feiticeiros para impor silêncio à críti-
ca: no entanto, não há nada mais funesto do que
"fechar a boca do povo". Ele teve que abandonar
o trono. Houve, então, um interregno (841-828)
durante o qual dois ministros colegiados exerce-
ram o poder (Kong-ho)(33). Com a morte de Li,
eles transmitiram o poder ao rei Siuan (828-782).
A história censura este último de não ter feito a
lavoura real e de ter procedido a um recensea-
mento do povo, coisa proibida. Sabe-se, ainda, que
ele amava demais a volúpia e que teve que en-
frentar a seca. Mas ele se corrigiu e soube se
humilhar, confessando suas faltas. Dizem alguns
que houve, então, a renovação da Virtude dos
Tcheou. Outros, pelo contrário, insistem a respei-
to do fim funesto de Siuan: foi morto a flechadas
Pelo fantasma de uma de suas vítimas, depois de
ter sofrido uma derrota, no mesmo local onde
tinha se recusado a lavrar. Quanto ao desrespei-
to constituído pelo censo, a culpa recaiu em seu
filho, o rei Yeou (781-771). Ele também foi vencido
pelos Bárbaros e morto. Yeou havia amado Pao-
sseu, aquela mulher bela e hábil, cuja língua com-
prida atraía infelicidade e que, mais funesta do
que uma coruja, destruía as muralhas do Estado.
Pao-sseu nascera de uma espuma de dragão que
havia fecundado uma menina de sete anos. O
amor que o rei Yeou lhe dedicou perturbou a na-
tureza. A montanha K'i desmoronou e três rios
secaram(34). Se os Tcheou, cuja Virtude estava
enfraquecida, não foram então eliminados radical-
mente, foi porque naquele momento não apareceu
na China nenhum Sábio que tivesse o gênio ben-
fazejo de um fundador de dinastia.

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